terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fim... de um recomeçar

Algum dia teria de ser, não esperava que fosse tão cedo mas as palavras foram-se e os passados vão-se. Seria auto-mutilar-me continuar com isto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobrevivência

As flores murchavam, os sopros do vento abafavam-nos a cara, e as borboletas perdiam o ritmo dos seus vôos ao som incerto dos pássaros. O Verão dava lugar à terra seca, e a Primavera despedia-se. 
Mas o meu coração ritmava as melodias que os pássaros já não catavam, e as papoilas que já não baloiçavam davam lugar aos meus joelhos trémulos. Apenas o meu suspirar era semelhante ao bafejar ardente dos ventos de Verão. Os olhos cristalizavam-me o sorriso que te escondia e as mãos atraiçoavam-me e mostravam-te que eu tremia.
Eu amava-te... e tu?
Há meses que te desconheço. Mas deliciosamente, continuei a conviver contigo quase todos os dias, mesmo sem te ver. E agradeço-te. Aprendi a não ser ingénuo, mas a aparentar. Cortei o cabelo. Comprei roupa nova. E até já me dou, e me envolvo, com figuras mediáticas. O teu espaço vai diminuindo em mim, e vai dando lugar à sobrevivência.

domingo, 2 de outubro de 2011

Cuidado, estás a descamar

Sabes, poderia humilhar-te e dar-te a conhecer ao mundo. Arrancar-te essa pele que todos os dias cobres com base para que não te conheçam as imperfeições. Conseguir uma boa quantidade de dejectos nasais e expeli-los da minha boca para a tua face. Que mesmo assim, continuaria tão limpa quanto é. 
E viva ao nojo que reina!