sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lençois de penas de pavão

Diziam-te os sons da sola de madeira sobre o chão de mármore preto, que eu estava presente. E invadias-me o quarto, em passos de um feroz reprimido. E encontravas-me. Nu. Calçando apenas os tais botins de camurça e sola de madeira, que tanto te custavam limpar.  Eu, sentado naquela minha cadeira, vestida de ouro e com globos sob as suas pernas, renegava-te um olhar, desprezava-te a face. Mas arrependido, sorria e chamava-te. E num tom áspero e delicado ordenava-te que me limpasses, mais um vez, os botins. E tu... rebaixavas-te diante mim e sussurravas, num tom revolucionário, a tua ignorância por gostares de alguém tão fútil. E todas as noites, sob os lençois de penas de pavão, te agarrava pelo pescoço, te beijava, e te dizia: "Não é ser fútil, é ter poder sobre ti."

7 comentários:

  1. Bem, desde já, esse quadro (quando inteiro) intriga-me de várias formas.
    Achei o texto delicioso. (:

    ResponderEliminar
  2. Oiii
    Adorei o blog !!!
    To seguindo!!
    Depois da uma passadinha no meu tbm !

    http://fashionistathe.blogspot.com/

    beiijos

    ResponderEliminar
  3. Adorei o blog :) estou rendida a estes textinhos*

    ResponderEliminar
  4. Devil, não são *textinhos* ...
    Com o tempo, vais ver que são textÕES! hehe

    e Pagão, em todos os meus posts és livre de usar o botão recomendar/like :p Os comentários tenho travado em alguns, por estar a publicar mais no blog. Não é para te incomodar :S
    Dá o teu comentário no facebook.

    Very Special Hug

    ResponderEliminar
  5. Exactamente! Sou de Viseu e estou neste momento a morar em Lisboa, porque estudo cá! Sou um ratinho do campo e da cidade, portanto :p beijinho *

    ResponderEliminar