sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fomos ambos prazer, e fomos ambos ressaca...

Sentia-lhe o corpo tenso, mas igualmente leve. E as mãos escorregavam-lhe pela minha pele como se sempre a tivesse guardado. Em cima daquele sofá, beijava-me e apertava-me a cintura contra a sua. Provocava-me estados de inconsciência e descia lentamente por mim com os seus lábios. Desapertava-me o cinto, descia-me as calças e fazia sentir-me preso aos arrepios que me provocava. Eu, que tentava resistir, acabava por despejar toda a força que restava de mim. E com os seus olhos vitoriosos, percorria novamente todo o seu caminho, em sentido inverso, até chegar à minha boca. Impedindo-me de lhe dar prazer, como se quisesse ser livre e prender-me a mim. E os dias passaram-se. 
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Deixei-me prender, e deixei-me ser consumido pelo hábito. Mas também acabei por te prender a mim, acabaste tu também por sentir um prazer viciante. Mas foste mais forte, conseguiste libertar-te primeiro que eu. E apesar das minhas atitudes ridículas, e dos meus choros que desprezavas, também sei que imploraste muitas vezes por mim.

7 comentários:

  1. É de mim ou a temperatura anda a subir não só no Porto? ;)
    Gosto das tuas descrições subtis e no entanto tão envolventes!

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  2. wow cheguei aqui a partir do teu formspring e estou fascinada!!
    Rute*

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  3. Achei o texto bem fascinante e envolvente!

    Rosicler

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  4. sim, e a temperatura sobe!! :)
    Inspira-me para uma (próxima) atualização do be-differente mais hard&kinky hahaha

    Very Best Hug

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  5. Haverá inspiração homossexual por trás de tais textos?

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  6. Anónimo, e se houver? :) Love is love. Sex is just sex.

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