terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dualidades

Peguei naquele cálice e enchi-o do melhor licor, até quase extravasar. De sabor forte, de paladar irreconhecível e de textura fluída tomei-o de uma vez só. Os meus olhos ficaram como embaciados, mas o ardor forte dava-me mais prazer do que dor. E a minha extrema seriedade deixou escapar um sorriso. Agora, o licor sabia que me tinha conquistado...
Lembro-me de olhar para o relógio e o tempo estar parado. De ouvir o vento entrar pela janela e trazer-te até mim. Pediste-me silêncio e apenas te dei um olhar de espanto. Pegaste-me na mão e obrigaste-me a sair pela janela, como outrora te tinha eu ensinado. Depois, só me lembro de os sinos anunciar três badaladas, e deixarem-me confuso no meio da rua.
Há muito tempo que 
não me visitavas.

5 comentários:

  1. "interessante. vida de pecador."
    também se adequa agora :)

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  2. "Lembro-me de olhar para a relógio"

    Não costumas dar erros, corrige esse lapso por favor, pois mancha ao de leve a personalidade forte das tuas palavras, e não combina com o que estou habituada a ler por aqui*

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  3. Sim, sei quem és Nyanko. Lembro-me de ti. Agora é que não tenho ido lá muito, falta de tempo. Mas temos de falar sobre aquilo do encontro pagão em Setembro, não sei se já viste.
    (Desculpa não ter aceite o comentário, mas não me posso expor muito xD)

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