sexta-feira, 8 de julho de 2011

Rasgam-se as carnes

Não podias. Não podias ir embora sem dizeres nada. Esqueceres-te de Nós e partires.  Fazeres do teu corpo marioneta. Fugires dos meus braços, que tanto te eram familiares, e apoderas-te de desconhecidos.
O teu corpo era do nosso amor, era a mim a quem te entregavas. A felicidade, o agrado, o contentamento, a satisfação... era tudo nosso. 
Só eu é que te podia acordar de manhã, só eu é que podia aconchegar-te em mim, só eu é que podia cuidar de ti. Só eu é que tinha direito a conhecer tão bem a tua pele. Só o amor. 
Lamento que já nada disto te faça sentido, e que um corpo seja apenas um corpo para ti.
Sinto-me triste, muito triste por te ter perdido assim, enquanto pessoa. 
Eras em quem eu tinha mais orgulho.

5 comentários:

  1. Quando menos queremos é quando as coisas acontecem. E quando as vezes, quando achamos que chegámos a um nivel de perfeição é quando a perdemos, é quando tudo começa a parecer terrivel, porque não é tão perfeito quanto era.
    Desde cedo que me habituei a pensar que tudo tem um fim, tudo mesmo. É triste, mas é como isto é.
    Não devias de te martirizar com isso.

    (Já reparaste que andamos em sintonia? Andamos a postar os dois ao mesmo tempo xD)

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  2. Posso dizer que este texto me tocou muito, posso? Posso dizer que me identifico em cada palavra? É que soa tanto a mim, soa tanto ao que se passou comigo.

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  3. Oh cala-te, a musica é bonita!
    Para ser quem é ficou bonita u.u E tem uma letra linda.

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