terça-feira, 28 de junho de 2011

És alguma cebola?

Não te sentes a sufocar com todas essas camadas?
E esse coração? Não é assim tão cubo de gelo. Aposto que enquanto me deixas cego com lágrimas, azedas aí por dentro sem ninguém ver...
Realmente és muito feliz, pessoa soberba.

domingo, 26 de junho de 2011

Agora, sou apenas meu...



Trinta e sete graus, dois corpos, um desejo...
Vens de passos contados, olhos fixos, e falas-me em tons simétricos de jeitos elegantes e sedutores. A temperatura aumenta. Vais-te aproximando, tocando-me de forma sublime, segredando-me coisas tuas ao ouvido. A temperatura aumenta. Pensamentos sugestivos, bocas apetecíveis, línguas húmidas. A temperatura aumenta. Levas-me para o teu refúgio, perdes a delicadeza e atiras-me para cima da cama. A temperatura aumenta. Desapertas tudo o que é botões. A temperatura aumenta. Tocas-me, sentes-me molhado e despes-me as calças calmamente, provocando-me tensão. A temperatura aumenta. Deslizas a tua boca por mim, saboreando-me. A temperatura aumenta. Dispo-te e descubro cada traço teu. A temperatura aumenta. Aperto-te junto a mim e levanto-te a perna. A temperatura aumenta. Deslizo a minha mão pela tua barriga. A temperatura aumenta. Corpos tensos, movimentos ritmados, cinturas firmes. A temperatura aumenta. Corpos suados, peles vermelhas, despejo de fluídos.
Quarenta graus, duas cervejas, uma satisfação...

terça-feira, 14 de junho de 2011

És um ser moldável...



Antes de te beijar pela primeira vez, de permitir que me tocasses e visses o meu corpo por completo, antes de te entregar o meu coração... poderias ter-me contado todas as monstruosidades que tens dentro de ti, mostrar-me toda a tua frieza e desencobrires toda a sujidade que tens no teu corpo. Despires as vestes que te assentavam tão bem e mostrares-te de alma inteira. Talvez eu pudesse ter-te amado de igual forma como amei, mas de uma maneira mais limpa.
Já não sei mais o que sinto por ti, Um Pagão

Defesas tuas...


Por detrás de toda essa apatia, frieza e desapego o que é que realmente escondes?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Absurdos meus



São flores as bochechas rosadas, a timidez e a paixão. São frutos o prazer de saborear a consistência e aromas da pele. Folhas verdes a textura do ser, a felicidade de ter. 
E quando a pele das folhas enruguesse e os frutos deixam de servir... ficamos à espera que as flores voltem a surgir...
Talvez o amor seja como uma árvore.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

São entranhas...



Agora pouco ou nada resta de ti, senão formas. E eu não quero amar um corpo...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Amores desvirtuados



Cantavas-me promessas ao ouvido, segredavas-me que era eu o homenzinho que terias idealizado, quebravas crenças tuas e dizias quereres-me amar para sempre... Mas as promessas matam-se e os corações sequestram-se, não é?