sexta-feira, 27 de maio de 2011

és-me assim...


Um Livro. De delicada capa com um controverso toque de feições fortes e ar belicoso. Um Livro. Quimérico, de páginas repletas de vida com uma escrita apertada e difícil de entender. Um Livro. De cheiro ténue e intenso, que se funde na pele e se alastra nas veias. Um Livro. De palavras feitas para sábios, de rudez para seres emotivos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quero que procures por mim. Preciso de sorrir para ti




Sinto falta de me aconchegar nos braços de seda áspera do amor. 
De poder voar sem sair do ninho.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Je veux votre peau


Sempre gostei de ti enquanto corpo físico. Mas o mais abstracto que consegui absorver do teu corpo, e o que me provocou as melhores sensações, foi a tua textura.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Não estás no Dicionário.



Em tempos desejei poder definir-te, mas não serias tu tão Tu se o conseguisse.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Que fique a seda e que se abram as asas...


            Pedro poderia passar horas aconchegado a olhar para um pequeno caracol a comer uma qualquer espécie de planta, vegetal ou fruto, onde observava espantado que afinal os caracóis também tinham dentes. Chegava a pensar, reprimindo um sorriso, se seriam mais brancos do que os dele.
            Sentia-se bem ao passear descalço. E nas montanhas, gostava de saltar de pedra em pedra, e equilibrar-se em troncos que teriam desmaiado por ali. Gostava das melodias da chuva e dos trovões, uma arte livre para ele, e gostava de sentir a chuva cair no seu corpo e pousar para os flashs de relampagos.
            Por vezes, quando se sentia triste e com raiva, agarrava numa pequena pedra e apertava-a com muita força, como se fosse capaz de a espalmar, e depois pensando em todas as coisas más que queria afastar atirava-a com vigor para o mar.
            Pedro era diferente, e sonhava ser ruivo.
.



E  hoje ainda sou assim, Um Pagão