quinta-feira, 24 de março de 2011

Petit enfant




Lembraste quando eu era pequenino? Quando os lobos eram quase do meu tamanho e eu corria para lhes dar abraços? E avisavas-me tu que podiam eles me magoar.
Ou lembraste quando eu caía e chorava? Que vinhas tu a correr dar-me um beijinho para passar.
Quando o meu corpo era mais frágil, o meu sorrir com mais vontade, as minhas expressões mais atrapalhadas, o meu coração mais tenro?
Habituaste-me mal. Eu precisava de crescer.

10 comentários:

  1. Os lobos mordem...E agora que sabes disso com certeza, deixa o sorriso "com mais vontade" voltar.
    Bonito, texto de reflecçao, como outros teus ;)

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  2. Que texto fofinho. Também gosto da musica.
    Há sempre tendência para se habituar mal as pessoas que amamos.
    E crescer cresce-se depois, quando ganhamos coragem para espreitar a toca do lobo e descobrir o que lá se esconde dentro.

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  3. crescer tem tendencia a ser processo bélico, ou não fosse ele uma declaração de independencia.

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  4. Olá :)

    Obrigada pelo comentário e por seguires a Casa Claridade!

    A loja chama-se "De mão em mão" e fica no Beco dos Plátanos, perto do Centro Cultural Olga Cadaval (acho q dá para ver no Google Maps).

    Abraço!

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  5. O homem dos abraços! :) Obrigado por todos os que me tens dado, praticamente todos os dias, e o de hoje em especial, menino Pedro.

    Beijinho.

    P.S: Quem é que lhe meteu o vício dos Florence quem foi? :p.

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  6. oh, mas não podem vibrar sempre. partem as cordas. têm alturas em que devem serenar. ganhar sincornização com o cérebro, programarem-se de novo. sobretudo existir limpeza. ignorar cócegas emocionais e fazer da emoção, razão. não achas?

    não, personalidades vibrantes são apaixonantes

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  7. é por o ter feito sempre, que agora coloco-me assim. as vezes faz bem, são outras formas de ver a perspectiva. são alterações.

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  8. Homem...Este BLOG (bem como vários existentes na net) está cheio de palavras sem qq significado e sentido.

    Poisa os pés na terra, não passas de um corpo com tripas (limitado como todos nós) e vive a vida real.

    Sem querere ofender apenas de uma forma honesta.

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  9. Caro Anónimo,
    Talvez para ti não haja qualquer significado ou sentido, talvez para mim não seja assim.
    Todos nós temos a nossa realidade. E porquê andar se descobri, a meu jeito, como voar?

    É só.
    Um Pagão

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