quinta-feira, 31 de março de 2011

Caçadas











- Que os Deuses me encarem e tentem controlar o meu lado selvagem. Não porque eles o devem, mas porque eu assim o desejo. Para que eu deixe de ser fera e tu presa, para que eu não te volte a prender na minha teia... Para que eu deixe de resistir há procura de outro alimento que não tu.
- Se assim for, que os "Deuses" não existam...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Silêncio

Caros leitores, hoje não me apetece falar, preciso de ouvir o meu silêncio.
Em breve, talvez, voltarei a deixar-vos a minha escrita.
Por agora, deixo-vos com este vídeo...





Obrigado pela atenção, Um Pagão

domingo, 27 de março de 2011

Sonhos reias




"Pegou nas minhas mãos (coisa que já não fazia há muito tempo, uns 3 dias...) e ficamos muito perto um do outro, tão perto que deve ter sentido os meus joelhos tremules, e abraçou-me... 
As vezes a paixão invade-me como antes."


Um segredo do interior de Um Pagão.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Petit enfant




Lembraste quando eu era pequenino? Quando os lobos eram quase do meu tamanho e eu corria para lhes dar abraços? E avisavas-me tu que podiam eles me magoar.
Ou lembraste quando eu caía e chorava? Que vinhas tu a correr dar-me um beijinho para passar.
Quando o meu corpo era mais frágil, o meu sorrir com mais vontade, as minhas expressões mais atrapalhadas, o meu coração mais tenro?
Habituaste-me mal. Eu precisava de crescer.

terça-feira, 22 de março de 2011

Drogas Primaverís

Volta a fazer-me consumir os pólens que me dilatavam as veias e me aumentavam a pulsação, os estados de êxtase e de entrega total, volta a dar-me os cheiros intensos que me tiravam a seriedade, os suores provocantes, as palavras abafadas... Volta agarrar-me e tentar-me, volta a levar-me para esconderijos teus e saborear-me o corpo com toda a tua provocação. Volta a dar-me prazer em mundos aparentemente tropicais, volta a dar-me o teu corpo e volta a dar-me a chuva que nos limpava os suores e nos arrefecia os corpos. E já que insistes, eu volto a querer. Sabe-me bem.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Magnificência


As vezes fico preso nas palavras. Assim como fico preso em ti. Experimento decifrar-te em hieróglifos, em runas, em escrita tibetan... Tento de todas a formas, juro. Mas em alguns momentos és de uma escrita difícil de compreender. Eu diria que és grego antigo com uma pitada de latim, e talvez, numa infusão de escrita em sentido inverso. Mas és fascinante, és das línguas mortas mais vivas que eu conheço.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Degustações

Devia tomar-te o gosto de uma vez por todas. Tantas vezes que me confundes e me alteras o teu sabor. Poderias ser o meu gosto preferido, o meu gosto refinado, por me surpreenderes e nunca me deixares reconhecer se me és doce ou ácido, picante ou salgado... Mas algo que nunca te escapa é sempre a intensidade com que me dás a provar de ti.

terça-feira, 8 de março de 2011

Devaneios


– achas que nos devemos guiar pelo coração ou antes racionalizar?

– racionalizar
 sempre

– Gosto quando deixas que a vontade te domine e que o coração comande, e num grito inconsciente peças para ficarmos juntos para sempre (com ou sem poções de amor) e me envolves em abraços repentinos e me beijes o pescoço.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Pecados meus


Delineando uma pequena melodia na arpa, com as cordas desgastas e trémulas, vi-te chegar pela vasta entrada da minha nobre casa. 
Não um Palacete daqueles dos reis e rainhas, príncipes e princesas, mas uma casa vasta de imensidão, uma casa de paredes incertas, com uma leve decoração a pinceladas de frondosas árvores, pavimentada de uma doce terra e de belos tapetes ornamentados da mais bela floração. Composta por leves brisas de cheiros com sabor a maçã e cereja, e brilhantemente iluminada por raios de sol e lunares. Com poltronas de pedra, forradas a musgo, e rodeada de pequenos ou grandes seres e animais, companheiros de vida.
Após te aconchegares a tudo isto, levantas o véu, destróis-me a arpa, beijas-me, deixas que te escorregue a mão por dentro das minhas calças, e permaneces inerte, mostrando-me verdadeiras melodias que soltas com a tua voz. E eu, entrego-me ao pecado...