sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Máscaras


Espetara-lhe um punhal no peito. Um punhal ornamentado em diamantes que por breves instantes se tornaram em rubis. 
As lágrimas que escorriam pelo seu rosto pálido, de flor acabada de desabrochar, eram apenas uma expressão da dor que sentia por ser traída. 
O seu sangue de um encarnado vivo que lhe escapava pelas suas pequenas mãos delicadas, pouco lhe importava. Nada mais lhe poderia tirar. 
Antes roubar-lhe o corpo do que prender-lhe a alma.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Interpretações




Levo-te lá imensas vezes sem saberes. As vezes pouco percebes o que te mostro e onde vivo. Mas quando percebes ou me deixas entender que percebes, sentes-me Feliz e entregas-te a mim num todo profundo como se me confessasses que sempre estiveste presente em mim e no meu mundo.
Deixas que se soltem linguagens doces da tua boca, que muito a teu jeito me dás a saborear moderadamente.
Fazemos amor, alimentamos a nossa alma e repousamos os nossos corpos. 
E às doze badaladas despedimos-nos quase que apressadamente, mas deixo-te a chave para que sempre que quiseres voltes a entrar no meu mundo e o tornes nosso.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

segundo retoque

Em pequenos passos, com uma certa timidez, cheguei àquele bocado de mundo...
- Quem és? (perguntei-me)
Observei, tentei entender e fascinei-me. As luzes incidiam em ti com uma outra intensidade. Algo mais forte, mais vibrante. 
Conseguia inalar um cheiro forte a café concentrado com umas gotas de limão que adocicavas com a tua expressão.
Entreguei-me a ti de corpo suado, forma que encontrava para repulsar venenos passados, e davas-me prazer como se me tentasses prender e me fizesses implorar por mais. 
Pensei que conseguisse resistir mas tornou-se um vicio e deixei-me ser consumido em vez de consumirmos...
Tentei resolver tudo para não falhar no resultado. 
Agradar-te era realmente o meu desejo, mas falhei.
Nunca fui bom em equações destas, mas voltei atrás, vi o que estava mal e agora... Agora corro para chegar a tempo de o emendarmos juntos.
Se não conseguir fazer a minha parte ou falhar mais uma vez, é defeito meu.
Talvez, e se tu quiseres, com uma linha e uma agulha me consigas coser, ou com um pincel e tinta consigas retocar-me a pintura...
Coisa que já não tenhas feito, mas talvez precise de um segundo retoque.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Meio-termo


Adoro ouvir o som do silêncio bater nas paredes e explodir na densa matéria solta...